Acho incrível os efeitos desse negócio fictício do ”para sempre na vida”. Confesso também, que sempre fui uma escrava dessa ilusão. Ilusão, que de certa forma molha os lábios sedentos por beijos que anunciam uma sólida morada, e de abraços ternos que transmitem a segurança completa de um refúgio.
De repente chegou e nunca quis ficar. Nem fazia questão. Eu já te olhei e já te quis. Te quis de um jeito que eu não sabia que existia. E quem pode explicar se existe razão para as coisas do coração? Eu não sei bem o que foi. Mas se é tudo em mim e porque eu tenho certeza que fez vida e morada aqui dentro.
Você chegou tocando HEAVY METAL na minha vidinha MPB. Tocou o terror, e me bagunçou por inteira. Porque eu sempre fui uma espécie de Clarice Falcão enquanto você uma espécie de Axl Rose ou qualquer maluco do mundo do rock. Eu fui a sua Alice e você nunca foi o Chapeleiro. Foi o chato do gato sábio que vive falando que o buraco é mais escuro! Custava deixar eu sonhar? Custava não é!? Você sempre foi o mais sincero. O homem mais sincero que eu conheci. O homem que cruzou o meu caminho e me e moldou na melhor mulher que eu poderia ser!
Você me fez. Me faz a cada dia. ”E até quem me vê, hoje, sabe que eu te encontrei!”.
Com você eu sorrir todos os meus melhores sorrisos. E chorei a dor que me move para o novo. O novo que nos faz permanecer.
Se existe então o ”para sempre” eu não sei, mas desde que os meus olhos se cruzaram com os olhos castanhos mais lindos que me viram, os seus, tenho uma queda no coração pela eternidade.

 

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