Finitude: a palavra que rege os esperançosos por novos nascimentos. E o que fica de nós, dos nossos nós, das nossas construções esculpidas com suor e vontade de futuros promissores, é a certeza de que, embora sozinhos, caminhamos com a multidão de tatuagens que os que chegam e não permanecem deixam na nossa epiderme escondida, chamada de alma.

Agora a inércia é rompida pela liberdade de pés descalços, pela menina de cabelos curtos que corre solta para um lugar que não deu nome. Mulher dos lábios coloridos, do olhar aguçado pela beleza do preto e branco. E que ama a sensualidade do short curto e do comprido das saias. Da resposta sábia e exata e da imaturidade de não ter descoberto ao certo o que realmente é o seu exímio querer. Complicada e perfeitinha. Mulher de fases. Feita de algum pedaço da lua, metamorfose ambulante. Camaleoa e boneca de porcelana. Agora, tanto faz. O que já foi não quer ser mais. Ou quer. Tanto faz. Maybe. São tantas possibilidades e por que não experimentar?

Sorria e olhe sempre para trás. Mas o vento insiste em fazer ir em frente. O vento também faz festa com as folhas dos scripts já escritos, todos rasgados. Chuva de papel. Adeus! Foi bom, boa sorte! Sem rumo. Sem nome. Sem codinome beija-flor. Sem teto. Sem nexo. Sem endereço.

– Garçom! Me traz uma coca-cola enquanto ela pensa em casamento. Eu também queria. Eu juro! Mas sabe comé né? O salário aumentou só noventa reais e eu ainda não paguei o “apertamento”.

É que os nossos sonhos são maiores que nós.