Overdose Poética

Anjo da Morte

Adeus meu anjo, já estou partindo, se quiser saber onde vou, me procure naquele mesmo lugar onde me encontrou.

Não sabe onde é? Oras como assim? Não lembra de onde me tirou?

Pois é para lá que eu estou voltando, ser um escravo novamente, servir ao mundo que eu cresci, retornando as minhas raízes, envolto pelas cinzas do mundo.

Eu vim do pó, eu fui criado a partir do pó, para lá retornarei, pena que não da maneira certa.

Más fazer o que, esse foi o caminho que eu escolhi, lidarei com minhas consequências, escolhi andar sozinho, como um lobo observando a lua com a esperança tola de um dia alcança-la.

Porém estou torcendo para que você venha mais uma vez me resgatar com já o fez.

Quem sabe você um dia retorne, e tenha tais intenções, mas e ai? E se for tarde? E se eu já estiver perdido? Talvez se um dia você retornar eu já não esteja mais aqui, te esperando, pode ser que esteja longe demais para ser alcançado.

 

Eder Pereira

Desde cedo se fez poeta, muito pela influência do seu avô Maurílio e sua mãe Marileide, sonha desde pequeno escrever um livro, contar histórias em versos e rimas, sempre muito fascinado pelo mundo da escrita e como você pode viajar por ele mesmo sem sair do lugar, "O Uivo da alcateia tem alcançado seu coração, e o Lobo antes solitário encontrou alguns irmãos.

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