Tem jeito não! Como não dizer isso de você? Você que parece que veio com etiqueta como presente de Deus e que caiu de paraquedas na porta da minha alma. Você que parece que desenha a fixação de sentimentos bons no meu peito e bate o ponto. Você que sabe bem quem sou e não desiste de mim. Ou escolhe isso de pirraça.

E até estou ciente que a sua vontade deve ser cair fora, já que (como a bela aquariana que sou), a solidão que possuímos meio que faz um desejo subir de namorar um egoísmo que não é bom de ser largado, só para poder dividir a vida com uma pessoa ciumenta, cheia de manias e bicos e tiques de emburrar para os diversos “nãos”que você insiste em doar. Estou amadurecendo com você aos tiquinhos e isso é tão bonito de se ver, apesar de muito sofrível.

É que somos em magnitudes astronômicas diferentes. Eu barulho, letra de música, uma porção extra de carinho e atenção que sei que te sufocam. Enquanto, você é composto de uma gentilidade, segurança e liberdade que me aproximam da sua paciência absurda, mas também me deixam amedrontada. Como digo: “Não posso mais mentir.”

 Mas sabemos também que mais que beijo, sexo de qualidade, carinho e companhia, tem momento na vida que tudo que mais queremos é essa solidão e é fechar os olhos e se pertencer apenas, mesmo sabendo que se tem alguém ali bem próximo do coração, ou na partícula que chamamos de construção de amor. E assim, a gente aprende que as dificuldades com as palavras de sua parte, juntando com a minha parcela de desespero de tentar me encaixar no seu silêncio que me fere só de ouvir, tornam-se detalhes diante da nossa imensa vontade de ficarmos um com o outro.

 Faz pouco tempo que moro em você. Já você se instalou aqui e já parece que temos uma vida inteira dividida com essa paz, com essa transparência e calmaria que vem dos céus. Eu que te pedi tanto pra Deus, ganhei você para colorir os meus dias de tantos sentimentos bons. E quando te olho demoradamente, enquanto estamos fazendo algo juntos, ou no último dia em que comemos pizza com os seus pais, tem tanta coisa que sinto no meu coração, que sei que na minha solidão tem espaço pra você se quiser. Já que tu quebrou todos os meus clichês, que eu faço agora? Fica um pouco mais?

E menino dos meus sonhos, obrigada por todas as nossas histórias, por toas as nossas loucuras, por as nossas músicas esquisitas, risadas escancaradas com nossas piadinhas internas, pela grana (mais a sua que a minha), divididas, pelos presentes, amores e beijos. Obrigada sobretudo, “meu xelinho”,  por ser a realização das coisas que desejava para mim.

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