Começo estas palavras soltas com um tom de “até logo”, assim tens minha sútil despedida. Não vou caracterizar de carta. São apenas sentimentos sinceros que poderiam serem ditos olho no olho, não fosse o seu silêncio repentino, que me deixou um pouco vagando, sem saber o motivo.

Precipitação de minha parte? Talvez. Mas, diferentemente de você, eu prefiro não me esconder. Gosto mesmo é de deixar as coisas transparentes, assim como eu sou.

Sim, eu sei que nem tínhamos nada de concreto. Tivemos poucos, mas bons e intensos momentos. O complicado também talvez seja o fato de criar as tais expectativas. Mas, aprendi com o tempo e com relacionamentos superficiais, que o medo da entrega deixa vazios.

Sou assim, e quando estou querendo conhecer as novidades em alguém, não sei ir por metade, sabe? Estaria disposta a deixar a gente se conhecer mais… Entre tantos caras por aí querendo minha atenção, eu me interessei por você. Assim como também devem ter várias mulheres ao seu redor querendo te conhecer. “Os dispostos se atraem”, já ouvi certa vez.

Só que sinto aqui, depois das últimas desculpas de falta de tempo e desencontros, que os nossos momentos estejam em disritmia. Compreender a correria do dia a dia, os compromissos, era só ajeitarmos. Com diálogo e vontade de ambas as partes, sem ser necessário cobranças. Levemente poderíamos nos conhecer, aceitar as diferenças, aprendermos… A questão primordial é que a vontade para estar juntos deve ser dos dois!
Tentei fazer presente ao meu jeito, te ouvir, te conhecer.  Tentei compreender o que você queria de nós. Se você falasse, eu estaria disposta a ouvir. O que não consigo entender é seu desaparecimento repentino e retorno do nada, como se nada tivesse acontecido. Sim, também tenho uns momentos que gosto de ficar só comigo mesma, assim como você. Respeito! A sensação que fica é que seria apenas quando você quisesse, na hora em que você pudesse e eu deveria estar disponível para nos vermos. Não é assim que funciona comigo, não mesmo!!!

Tivemos brevemente nossos instantes. Tudo bem, não posso cobrar nada de você. Estávamos nos conhecendo. Tentei respeitar teu silêncio. Tentei entender você. Só que já não vou me jogar em algo no qual eu não sei onde estou pisando. Te disse uma vez para ser diferente dos demais, me surpreender. E que deixasse eu te conquistar. Você não se ateve aos sinais.

E o que começou bacana, virou nem sei o que. Conversas breves. Perguntas sem respostas. Ligações sem retornos. Silêncio.

Era só vontade de saber como estão as coisas, se estava tudo bem contigo, tentar tirar um tempinho para gente.

Então, já vivi tantas histórias, que estou cansada de joguinhos. Estava disposta a deixar rolar. Mas, e você, também estaria disposto? O que você queria? E como deveria sermos? O que procurávamos um no outro?

Eu sei o que eu procuro. E sei que vou encontrar! Estou indo, batendo asas e me metamorfoseando, como borboleta que sou!

Fui..

Por Wanessa Rocha, inspirada em histórias ouvidas e sentidas.

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Wanessa Rocha
Apaixonada por poesia, cores, sabores, lugares, sorrisos, livros, fotografia, músicas, família, amigos, natureza... Uma pequena andarilha errante de alma transparente e eterna aprendiz com a vida!