Às 20:00 hrs, ela tocou a campainha do apartamento toda produzida. Cabelo afro, brinco de argola, roupa colada, salto alto, com aquele batom que embelezava teus lábios.

Assim que a abracei, o cheiro do creme em seu cabelo impregnava em minhas mãos. Seu perfume dissipava no ar com doçura.

A garrafa de vinho e as duas taças sobre a mesa de jantar entre à luz de velas e arranjos de flores, fez com que o clima ficasse mais interessante.

As gargalhadas e as trocas de olhares revelavam tudo. No tique-taque do relógio o tempo se tornou por pré momento nosso inimigo. A hora passava tão rápido que quando percebir já era madrugada.

Aproximamos vagarosamente… o sulsar do meu coração me fazia me sentir como uma criança. A voz áspera e trêmula. Por um instante pensei que iria ter um mal súbito, mas não, foi o nervosismo tentando me envergonhar com a minha inexperiência.

Os toques…
Os beijos…

A respiração ofegante me consumia. Fechei os meus olhos e deixei-me levar pelo momento.

Não passou muito tempo para o sol se por, nem me importei com o tempo, só admirava a beleza daquela obra prima.

Se palavras…
Sem ação…

Só um sorriso no rosto de satisfeito…
Que toda noite ela venha e amanheça comigo…deitados…juntos… em minha cama bagunçada…