Eu sofro um pouco mais… Leia ao som de…

Não é que eu não tenha tentado seguir, sair e “conhecer pessoas”. Me jogar nisso de amores, para finalmente esquecer o passado. Isso não combina muito com as maturidades que desenho nas esquinas dos dias que vivo. Para mim sempre foi errado, mas respeito muito quem consiga. Eu não conseguiria adiar meus sentimentos, nem empurrar meus anseios para debaixo de tapetes. Isso uma hora ou outra vem a tona, e o resultado nunca é lindinho de se ver.

Estou em paz com os meus demônios. E acho até que os coloquei em algum altar dos egos. Tô falando de aceitar a dor… essa de deitar em posição fetal, abraçar o travesseiro e visitar as lembranças cruéis demais para não serem escritas. A gente vive elas uma vez só, e ficam ali como tatuagens num tempinho nosso dividido e tão difícil de deixar ir.

Não me culpo por aceitar que seja assim. Sempre foi morada de intensidade do lado de cá. E fingir que passou, morreu ou se findou é covardia com a vida real. Já aceitei. Já deixei ser como é. Pode ser que tudo seja cinza, caos e ruído. Mas essa pequenina sabe que vai se levantar como um arranha-céu. Não duvide disso!

Estou me protegendo de fazer escolhas que no fundo não dão em nada. Ando cansada desta ciranda do muito escolher.  Talvez, eu só queira que dessa vez alguém me escolhesse, sem muito custo. Que sem alarde e barulho, algum destemido cativasse com palavras, esse coraçãozinho aquariano sonhador e calejado.

São orações sinceras que compartilho, enquanto adio essa tal de relação e tento identificar minhas tristezas, ansiedades e amarguras. E assim, sigo construindo a cura e liberdade que necessito. E sim, isso é um pouquinho triste e beira uma intensa e sofrida solidão. Mas é muito necessário caminhar só, quando não se tem noção de para onde ir. E quando abrigado por certezas, ir em frente com alguém que juntos direcionem os passos.

Deixe Sua Opinião Ela é Importante Para Nós

SHARE
Previous articleTe odeio
Next articleAmor em tempos de guerra!
Natália Rezende
Um ser amor. Acredita em contos de fadas e em todos os mundos mágicos do universo das palavras. Das mais certas, mas também possuí incertezas. Um pouco louca. Escreve e sonha.