Tem dia que sou luzinha de vagalume. Apaga e acende. Acende e apaga. Me defino como luzinha da vontade de Deus. Mas tem dia que reina em mim tamanha solidão, trevas e escuridão.
Tem momento na vida que espremo a minha vontade como laranja em um espremedor. Só saindo a polpa. O melhor de mim. Mas haja bagaço para administrar.
Tem dia que eu sou o egoísmo aquariano, que escrevo e não escrevo em vidas que me querem por inteiro. Tem dia que eu sou a história bonitinha de amor que você engole sem saber que doeu em algum coração ateu.
Tem dia que eu não tô nem aí para essa conversa… que a história de nós dois não me interessa… Mas tem dia que eu sou a verborragia em pessoa, preciso dizer que te amo ganhar ou perder sem engano…
Quase todo tempo eu sou o Alexandre Nero suplicando amor maduro:
“Vamos ser tão felizes
Que fiquemos calmos, tão calmos
Que fiquemos fortes, tão fortes
Que possamos ajudar todos os amigos que precisarem
Vamos foder o dia inteiro”.
Tem dia que eu me desenho maturidade e te deixo ir. Me deixo ir… Ser feliz é o que resta?
Tem dia que sou desejo secreto. Como na noite em que você assumiu que me ama, em que sussurrei daquele jeito, também gostaria de ver a sua boca ser verbo: “FICA!”. Era tudo o que eu queria…
Depois de assistir La la Land, sintetizo que a máxima da vida está agora em que “existirão pessoas que impulsionarão os seus sonhos, mas isso não significa que ao realizá-los, elas estarão ao seu lado para usufruir deles junto com você.”
Tem amor que só é uma não história. E a gente só aceita o enredo.

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