Pode-se comparar a vida a uma grande festa, cheia de altos e baixos, músicas que nos fazem vibrar ou simplesmente dançar lentamente. Com momentos em que corremos para o banheiro tentando não morrer de vergonha caso vomitemos na frente de todos, e em outros, quando entramos na batida e saltamos pela pista de dança como se o céu fosse o limite.

É possível fazer uma comparação entre a vida e o grande céu acima de nossas cabeças, sem metáforas clichês, pode-se dizer que ela está sempre mudando, assim como as nuvens. Da mesma forma que as mudanças das estações provocam no grande e misterioso além, pairando sobre o planeta.

Faça um experimento, vá para fora de casa em um dia ensolarado, deite-se sobre a grama, ou mesmo na calçada, e observe os desenhos e seres que vão se formando com as nuvens e reflita sobre as constantes mudanças que ocorrem em frações de segundos, e por um momento compare tal acontecimento a própria vida, ela não é assim tão bela e efêmera?

Podemos arriscar uma análise da vida a partir de uma série de antologias poéticas derivadas da paixão, da dor, da felicidade, da tristeza e das peripécias que a mesma exprime. Viver é poesia, e cada momento em nossas vidas são os poemas constituídos pela doce e sonora arte de dar beleza aos acontecimentos.

Um milhão de analogias poderiam ser feitas, mas talvez, a mais bela de todas seja a de nos lembrar de que a vida não pode ser comparada. Por mais que tentemos, pois de tão sublime, ela pode lembrar-nos de uma série de efeitos e acontecimentos de nossa caminhada, sendo eles: o sorriso de um amigo, uma viagem inesquecível, o primeiro beijo, o dia da formatura, chegadas, despedidas, amores, o nascimento de um filho, poesia, música, e uma infinidade de outras coisas que passaríamos a vida toda listando.

Afinal, por mais que tentemos fazer qualquer analogia da vida, sempre teremos um trabalho como o de Penélope, figura da mitologia grega, da qual por esperar o amado, iniciou um trabalho que nunca teria fim a não ser pelo o retorno do mesmo, e assim seria se tentássemos comparar a vida com qualquer termo existente.

Então, apenas abram os seus olhos, veja a beleza colateral de todo e qualquer acontecimento de nossas vidas, e não a deixe passar apenas existindo, como disse Oscar Wilde, mas viva e viva, intensamente.

Ygor Phelipe

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Ygor Phelipe

Um sonhador, um homem de mil faces, de milhares de heterônimos e com uma missão: dar vida aos sonhos por intermédio das palavras. Poeta, romancista e apaixonado por livros, histórias e pelas viagens que elas proporcionam.