“Íamos ser insanos e pecadores; livres e presos; atrevidos e acanhados, sem pudor, sem proibições; seriamos apenas corpo, seriamos alma; seriamos entrega e paixão, sedução. Mistura de certo e errado, fogo e chama, jamais frio. E não quero ser errado, nem certo… rebeldes sem causa, sensualidade a flor da pele, tentação sem fim. Quero ser justo, quero ser eu, quero que seja você, quero que seja fogo ardente; se possível se entregue ao momento, se possível se deseje, me deseje, se possível se entregue ao nosso momento.

Você está proibida de fazer algo, de não se entregar. Somos dois corpos quentes em chamas, loucos por proibições, por coisas que não podemos realizar; somos iguais e somos bons no que fazemos. Somos parecidos por sinal, sexuais, ardentes, desejando a loucura, a excitação, a ardência de dois corpos indo ao limite para simplesmente procurar o prazer, mas meu coração não deixaria a minha mente em paz, somos muita entrega. Irracionalmente agimos sem entender primeiro as consequências, quero mudar isto, por isso somos bons no que fazemos e nos entregamos indo até o fim, vamos tão fundo que nele não há fim, nem chegada. Não sabemos fazer nada pela metade, não sei me aguentar, não sei me segurar muito menos me controlar. Você já me deixou fora do controle, já me fez perder a cabeça com suas provocações, com suas insinuações, poder encostar tua boca na minha sem poder te beijar, poder tocar seu corpo, sem poder usá-lo, poder te cheirar, sem poder sentir o seu gosto, o gosto da sua pele, sem sentir seu sabor; Quero tanto que nosso momento aconteça.

 

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Raphael Naciff
O que nos separa é a coragem de escrever. Revelar o que escrevemos no papel vai além de descobrir os segredos da nossa memória. Raphael Naciff Carneiro em Memórias Alucinantes de um espírito qualquer.