Crônicas

Crônica de Quinta

FOTO: Marianna Portela.

Amados leitores, sou uma crítica das incoerências humanas de nascença. Vem de berço e com um combustível renovável graças as babaquices que a sociedade que me alojo comete. Fazer o quê? Se diante da minha casinha, do meu mundinho criado, diante das verdades construídas pelas minhas vivências eu sou extremamente desrespeitada pelas minhas escolhas e não escolhas.

Ser solteira é pecado? É errado? É crime? Estou sendo diariamente questionada por ainda ser solteira aos vinte e seis anos de idade. Estou sendo criticada por ser bonita, inteligente e trabalhadora e não ter um homem ao meu lado. É, para o mundo que eu quero descer!  Quero descer porque não quero viver em um universo que julga felicidade e completitude numa união que ao me ver não deve ser aos trancos dos anos que uma pessoa possuí, mas da realização de um desejo consumido de construção pessoal e mútua de dois seres que se amam.

Não sou casada, simplesmente porque eu não quero estar em um contrato social que fale ao mundo o meu estado civil. Não sou casada, porque ninguém ainda amarrou a minha alma em aliança de gestos que queiram eternidade. Não sou casada porque não teve esse alguém que foi fiel ao seu sentimento por mim mais que tudo em sua vida. Não sou casada, porque apesar das mazelas da minha vida amorosa eu sou tão ser sonhador que acredito que logo ali na frente, além desses joguinhos que as pessoas fazem com o outro, eu vou conhecer alguém que fale e que fique. Não sou casada, porque eu vi essa semana meninas no ponto de ônibus com menos de doze anos se declarando para os crush delas e eu me assustei com essa evolução! Não sou casada porque eu não tenho maturidade de falar para o crush que gosto dele, imagina só cuidar dele, de uma casa e de um bacuri (criança)?  Eu não sou casada, porque acho o máximo ficar conversando com qualquer homem por mais de quinze minutos e não querer nada com ele além de um ótimo papo. Ou querer! Beijo, sexo, amor! O que tem de mais? Porque  a sociedade machista do caralho, só precisa entender que eu posso fazer o que eu quiser! E eu faço mesmo sendo mulher. Porque eu sou fiel ao meu real matrimônio. Sou casada com o meu desejo de uma vida sincera comigo mesma. Não sou casada, porque sou casada com os meus sonhos.

E para deixar aqui um pouquinho das coisas que acredito deixo o lindo e maravilhoso, mega, power, poderoso ,sexy e mil adjetivos, o Tiago Iorc encerrar:

Gente demais Com tempo demais Falando demais Alto demais.

ti

Natália Rezende

Um ser amor. Acredita em contos de fadas e em todos os mundos mágicos do universo das palavras. Das mais certas, mas também possuí incertezas. Um pouco louca. Escreve e sonha.

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