Nasceu gorda, mas era fofinha. Na infância virou baleia, rolha de poça (seja la o que for isso…), na adolescência teve distúrbio alimentar, na fase adulto é gorducha, feia, sem graça.

Os amigos dizem que ela é “fofinha”, “fortinha”, “cheinha” (oi???); a tia diz que é uma gordinha que tem um rosto lindo. (oi????), a outra tia diz que se ela emagrecesse só um pouquinho…

Caros colegas, ela não é nada disso e ela é tudo isso. Ela é apenas gorda. Diga sem medo, pois ela perdeu o medo de dizer. Perdeu o medo de ser. Ela não tem ‘um rosto’ e ‘um cabelo’ tão bonitos. Ela é toda bonita. Ela é inteira.

O corpo dela tem barriga, o corpo dela tem gordura, o corpo dela tem uma pele macia, ela tem um riso verdadeiro. Ela é bonita, porque ela existe! Ela sabe de si, ela se ama! Nasceu gorda e sua fase de magreza foi marcada pelo distúrbio alimentar, sua vida foi marcada pela gordofobia, pela baixo estima, pelo medo de existir, até que ela aprendeu que é unica.

Não lhe falta amor, não lhe falta alegria, não lhe falta carinho, nem amigos, nem trabalho ou família. Não lhe faltam responsabilidades, obrigações, contas a pagar. Não lhe falta amor próprio, cuidados consigo mesmo e com o mundo.

Ela não vai pedir desculpa por sentir, nem por existir. Não vai me desculpar por ser gorda. Então, tire sua gordofobia do caminho que ela/eu vou passar com meu existir!

 

 

SHARE
Previous article“Passarinhar”
Next articlePela imensidão do amor
Mariah Alcântara
Mariah, escritora, sonhadora e apaixonada pela vida. Escrevo desde os 15 anos, comecei com devoção por poesia e depois crônicas e contos (minha paixão). Faço parte de alguns projetos literários importantes, entre eles a Roda de escritores (que hoje tem outro perfil de trabalho) e Escritores da Era do Compartilhamento. Acredito que o sucesso vem com trabalho, e trabalho com amor gera sucesso.

3 COMMENTS

LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here