A violência contra a mulher vem desde os primórdios da sociedade. Desde o princípio, o homem sentia a necessidade de se impor perante a mulher e portanto, a agredia, das mais diversas formas.

 

A mulher, por muito tempo, não poderia falar algo sem que fosse convidada a falar. Por muito tempo, a mulher sequer poderia escolher com quem iria se casar e quando casasse, se não fosse totalmente submissa em casa e sexualmente falando, o homem ameaçava devolver a mulher para sua família. E falando ainda sobre casamento, a mulher era obrigada a satisfazer o marido sexualmente e ponto. Pouco importava se ela queria ou não fazer sexo e mesmo se estivesse afim, se ela estava sentindo prazer ou não, tanto fazia. E essa relação chegou a ser expressada em novela, em alguma (s) cena (s) onde o ilustre José Wilker, na pele de Coronel Jesuíno, dizia para uma mulher: “Deite que eu vou lhe usar.”.

 

E ai da mulher que não obedecesse, levava esbofeteadas, grandes e dolorosas surras, para “aprender a respeitar o homem”. QUE ABSURDO.

 

E na realidade, era bem isso mesmo. Mulher era objeto, coisa para ser usada, fosse na rua, fosse em casa. E tratar uma mulher como objeto é agredi-la, é também uma forma de agressão.

 

Os tempos mudaram, em relação à antigamente, a agressão à mulher diminuiu muito, tanto nas relações sociais, profissionais quanto nas questões político-sociais. A mulher demonstra sua força todos os dias, conquistou seus direitos e prova para toda a sociedade, todos os dias, que sexo frágil é uma ova.

 

Mas, mesmo tendo diminuído, as agressões continuam. Das mais variadas formas:

– “Olha isso, que barbeiragem aquele carro fez. Ah, tinha que ser mulher…”

– “Você não pode fazer amizade com homem”.

– “Eu não deixo você sair de casa com essa roupa”.

– “Ih, olha lá, de vestido curto, certeza que é prostituta”.

– “Infelizmente esse trabalho é para homem, você não consegue fazer!”.

– “Mulher não pode sair de casa mal arrumada e sem maquiagem!”.

– “Vou sair com meus amigos, se eu ficar sabendo que você saiu, vai se ver comigo!”.

– “Mulher que casar comigo vai virar dona de casa. Mulher minha não trabalha!”.

 

Isso sem contar nas inúmeras agressões físicas que as mulheres sofrem, no número absurdo de estupros que acontecem todos os dias e na maioria das vezes, sofre calada.

 

É alarmante.

 

As mulheres são fortes sim, tão fortes que duvido que os homens aguentariam apanhar assim todos os dias, seja com o preconceito, seja fisicamente. Mas a questão é, ninguém deveria demonstrar sua força pelo tanto que aguenta ser agredido e sim pela força em alcançar seus objetivos e para lutar pelos seus sonhos.

 

Ai se todo mundo soubesse do valor de uma mulher, não se bateria nela nem mesmo com uma flor.

 

Toda mulher merece que a tratem com seriedade e respeito nas relações cotidianas, toda mulher merece ter uma pessoa ao lado que a trate com carinho, seja gentil e romântico, que a faça gozar e subir pelas paredes, que se importe se ela quer ou não fazer sexo. Todo homem deveria dar o mundo para as mulheres, elas que perfumam o ambiente, que embelezam as vistas e que lutam, ao nosso lado por dias melhores. Homem não é melhor que mulher, mas desconfio que elas talvez sejam um pouco melhor que nós, afinal, entre ver um homem agredindo uma mulher ou uma mulher agredindo um homem, o que é mais comum?

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