Dia desses eu me apaixonei…

Tava na minha solidão, com todos os muros alinhados maiores e melhores do que os do BBB. E cá vi minhas defesas caírem por terra quando uma dessas paixões solidárias que assustam resolveu chegar nas pontinhas do pé. E as paixões são tão mansas agora, apesar de muito empoderadas em sua chegada, elas são bem leves, quase plumáticas (neologismo) em sua partida.

Uma enxurrada de relações amorosas enfraqueceram a minha crença nesse amor que parece nunca errar o endereço. Se até os Correios cometem a gafe, por que o meu cupido “gari” não poderia fazê-lo? São só brincadeirinhas da Natyzinha. A verdade é que eu já tive histórias que me fizeram bem melhor do que eu poderia ser sozinha, mas sem hipocrisia isso não apaga erros cometidos, e infelizmente tenho que lidar com as consequências do que já me fizeram e isso é um pouco chato demais. Mas seguimos. Ora meio chateados, ora mais nostálgicos do que nunca, e um pouco menos bobos e mais desconfiados.

Talvez, por isso se ver apaixonada por alguém te deixa tão sem saber o que fazer. Quando sem querer entram na sua vida e fazem você sorrir do óbvio e se ver em cada letra das músicas que essa pessoa te manda, meio que sem ter noção do que é ser ridículo quando começa a pensar nas frases das fotos que um dia serão compartilhadas no Facebook com essa pessoa, quando beijos vem acompanhados de emoção e ternura, quando você se sente surpreendida até pelo fato das coincidências que já passou com outras pessoas, mas carregadas de uma singularidade que parece única: Ficar.

E assim eu levo a vida sabendo que tem tempo que as coisas saem dos eixos, do que está sendo “sentido” para o que está sendo “pensado”, e aperto o passo e dobro algumas esquinas, esquecendo os que me fizeram tão mal, desejando-os amor e paz. E ouço a verdade que falam que o passado é apenas passado, e vou seguindo, cheia de naturalidade e respeito, com minhas imaturidades e inseguranças, mas sem os exagero de um mero motivo de “fazer dar certo”. Pois, o certo ou errado é só uma questão de vista. E a gente tá bem velhinho para não saber o quanto existe fineza nas nossas sinceridades, e vamos aprender a dar mais ouvido a nossa intuição. A dar valor ao amor que chega sem intenção de ser, mas enquanto estiver sendo que seja o mais lindo, simples e poético possível.

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Natália Rezende
Um ser amor. Acredita em contos de fadas e em todos os mundos mágicos do universo das palavras. Das mais certas, mas também possuí incertezas. Um pouco louca. Escreve e sonha.