Um  dia me disseram que as nuvens não eram feitas de algodão doce.

E a música toca. E a autora “mais louca ainda” se desfaz do açúcar. Derrete-se toda enquanto lança o sonho. Sonhou um pouco mais. Deixou claro para o namorado-amigo que não é forte. Compartilhou com a amiga a dor da perda. Se fez criança e chorou um pouco. A dor no peito era grande. Não dava mais para camuflar. Será que ele não podia ser eterno?

Agora ele é uma estrela de um brilho raro. Agora ele é um disparo para o coração.

Um dia disseram que ela não lhe daria orgulho. Um dia disseram que ela não passava da cópia fiel dele, aí ela fez o favor de deletar dela tudo o que não suportava nele. A verdade é que as malditas pirraças dele lhe fazem a maior falta do mundo agora. Uma falta que ela nunca mais quer sentir. Só queria de volta o que deletou dele … Porque amava aquilo tudo. Ainda ama. Muito.

Ele foi o seu herói e o seu bandido. Mas ela era muito nova e não podia entender que só ele tinha as chaves que abrem essa prisão. Ela ainda era criança e não entendia de ficção. Nem de música. Procurou saber por ele. E finge para si mesma que ele sentiria muito orgulho do que se tornou por causa dele.

O que era raro ficou comum. Somos o que podemos ser. Sonhos que podemos ter. Ela  só queria que ele entendesse que ela amava os seus livros, os seus sonhos e a sua minha solidão. Que o amava cantando Celine Dion ou qualquer artista. O amava cantando. Amava os sonhos dele. A multidão dos planos dele para ela.

E sempre diz que vai viver sorrindo, arrumando o seu cabelo, porque ela nunca vai esquecer o dia em que ele disse que a Olívia palito dele tinha que cuidar do sorriso mais lindo do mundo e parar  de ser um machinho. Pede desculpas! Acha que ainda continua sendo um machinho. Mas que cuida do sorriso e do cabelo.

O que ela quer ser e ter é o seu motivo de vida: família. Foi o seu exemplo de luta diária pela os seus que a incentivou a buscar melhorias sempre para o próximo.

Agradece pelo DNA de escritora, artista, amar cultura, música e principalmente a vida. Esse blog é fruto do seu amor por ela. Agradece pelas surras. E principalmente por nunca deixá-la esquecer de como é você em tudo. Além de estar com Deus, você se faz presente dentro de um coração todinho seu. Tem do seu giz, naquela alma.

PS: Paizinho, Te amarei eternamente.

 

Natália Rezende

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Natália Rezende

Um ser amor. Acredita em contos de fadas e em todos os mundos mágicos do universo das palavras. Das mais certas, mas também possuí incertezas. Um pouco louca. Escreve e sonha.