Me pediram que escrevesse algo que fizesse o coração de alguém sorrir. Já é difícil escrever, imagine com essa condição. Só que um bom soldado não foge à luta.

 

“Você diz que ama a chuva, mas você abre seu guarda-chuva quando chove. Você diz que ama o sol, mas você procura um ponto de sombra quando o sol brilha. Você diz que ama o vento, mas você fecha as janelas quando o vento sopra. Você também diz que me ama.”

Com esse pensamento bastante reflexivo do Willian Shakespeare, quero tentar falar do amor, talvez do amor seja exagero, quem sabe falar sobre o desejo se assemelhe mais. Afinal tenho te desejado ultimamente cada vez mais. Tenho implorado para que você junte os trapos comigo, que me aconchegue ao se deitar ao meu lado, que você coloque o teu coração contra o meu peito, que eu possa te segurar em meus braços, pois estou apaixonando pelos teus olhos, só que eles ainda não me conhecem.

Então, eu tenho desejado ainda mais os teus beijos, que você me abrace carinhosamente para que assim eu possa ser a sua segurança e mais uma vez me vejo gritando pelo seu amor, ou então pela sua atenção. Nos últimos dias eu tenho acordado sozinho e assim vou acreditando que fui feito para manter o seu corpo quente mesmo sabendo que eu sou tão gelado como os piores invernos que existem.

Com isso, tento te segurar em meus braços na tentativa obsessiva de te manter perto de mim. E com a sensação de que um dia esquecerei tudo isso eu vou me apaixonando ainda mais, talvez hoje a noite eu posso te chamar em meus pensamentos outra vez. Afinal eu tenho sentido de tudo, do ódio ao amor, do amor à luxúria, da luxúria à verdade. Mas eu acordo e enquanto me viro em meus lençóis na tentativa frustrada de não conseguir dormir, recordo os justos que tratei injustamente, onde mergulho nas profundidades dos meus pensamentos e percebo que era você novamente e com isso a sanidade vai se alojando aos poucos, pois o meu sangue ainda está afogado em álcool.

O ser humano foi moldado de uma forma tão machista e egoísta com a fixação que se for jogar que jogue para ganhar, e com isso foram crescendo competitivos e nessa competitividade somente pelo sabor da conquista, por prêmios que depois que conquistados nem são tão bons assim, fomos nos tornando egocêntricos, mas agora que as minhas plaquetas não estão mais virando álcool eu posso dizer que da próxima vez que eu for olhar para trás terei a certeza que devo dar uma segunda olhada, pois não quero mais brincar de esconde-esconde.

E agora eu não te segurarei mais em meus pensamentos, pois conforme diz a reflexão acima do William Shakespeare eu sempre disse que te amava.

 

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Pedro Livio Xavier
Estudante de Direito, palmense sobrevivente, apaixonado por séries e pela cerveja Heineken. Tem o péssimo hábito de competir com ele mesmo o tempo que leva para chegar aos lugares, pra ver se ultrapassa seus recordes. admirador pela simplicidade da natureza, pois acredita que a positividade da vida se encontra nessas pequenas coisas. No meio disso se perde entre a folha de word e sua mente bagunçada.