Não é que ela não acredite no amor, pelo contrário, ela acredita sim e sempre torce por ele. Mas ela decidiu que esse tal de amor não é pra ela. Algumas experiências catastróficas foram suficientes para fazê-la acreditar que talvez ela seja uma frigideira e não uma panela que tem sua tampa. Hoje ela é segura da sua escolha, sabe que é inteira demais para esperar que alguma metade perdida por aí a complete.

Ela acredita no amor porque o vê por aí, dentro de casa e em alguns outros cantos que ela esbarra mesmo sem querer. E antes que você pense em julgar a decisão dela, vai me dizer que não tem nada na vida que você sempre achou incrível, mas sempre disse pra si mesma que não era pra você, desde aquele carro importado maravilhoso e caríssimo, até um sonho de alguém distante que foi realizado? Eu aposto que já fez isso.

Não adianta tentar convencê-la de que o amor da vida dela está por aí, procurando por ela, que na hora certa vai aparecer. Ela nem quer ouvir. Ela só quer viver a vida leve, com seu sorriso despretensioso, vivendo tudo o que a vida pode oferecer, sem medos, sem muitas expectativas e sem maiores decepções.

E ela vive bem assim, então pra quê mudar? E essa característica dela, de ser descrente que o amor da vida está por aí, a torna ainda mais forte, segura e dona de si. Seu olhar é puro, não carrega nem insegurança, nem uma autoconfiança exagerada, ela é a medida exata do amor, do amor-próprio. A sua individualidade não é egoísmo, ela só não perde tempo com pessoas vazias e conversas rasas.

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