Crônicas

E aí, terminou?

Desde que comecei a divulgação do meu primeiro livro, o #Cerquilhas, a pergunta que mais tem permanecido nas minhas caixas de mensagens tem sido está. A resposta é sim. Aliás, e por várias vezes, inclusive. Existe uma indeterminada quantidade de ciclos que tiveram a sua finitude na minha existência. Acho que na sua vida também, não é mesmo?

Mas, a verdade é que não tô mandando indireta para ex. Eu queria dizer que foi somente mais uma relação que entrou no limbo de certezas nulas. Entretanto, mentiras mesmo que sejam sinceras e em forma de poesia não me vestem bem. É só marketing do meu trabalho, e possui apenas os propósitos de ganhar mais leitores, e vender o meu livro. E eu já estacionei demais meus sonhos por medo do que iam pensar de mim, e agora não posso e não quero mais fazer isso comigo.

Eu sei que vocês pensam e até desejam que eu abra alguma caixinha de verdades secretas, mas acreditem o findável é só um rascunho rabiscável na linha do nosso tempo. Mas até deixo que me rotulem de desesperada e de louca para namorar. E quem não é? Basta dar uma olhadinha nas redes de vocês e constatar que como dizia o Russo, “ o mal do século é a solidão”.

Só sonho com uma época em que às pessoas se importarão mais em como me sinto e estou, do quê com o meu status de relacionamento e posicionamento social

A medida que isso não ocorre, deixe eu contar sobre o construto do Cerquilhas. Sim, é mesmo sobre a vida depois de um término. A narrativa é dar um pé na bunda de alguém que não soma, que só suga e ir atrás dos próprios sonhos.

A escritora Natália Rezende do Cerquilhas quase nem existe mais. Preciso estender que nesse hiato de dias que não exemplifiquei, obtive tantos inícios e fins. E foi quando precisei caminhar sozinha, que abracei várias possibilidades de correr mais rápido na direção de mim mesma. E isso, por sorte, não me fez tão mal.

E por vezes volto nas linhas do livro para me encontrar. Ali só me acho uma garota que não tinha o óculos escuros que exibem o quanto as pessoas podem e vão nos frustrar. Mas, o mundo girou, ainda bem. Eu não seria uma mulher feliz naquelas entrelinhas.

E se quiserem continuar a dialogar comigo sobre o quanto términos são oportunidades de crescimento, fiquem ligados nos meus feeds. E compreendam que nem tudo que eu escrevo eu vivo. Na maioria das vezes é que eu sofro (ainda bem, sou escritora) de imaginação fértil.

Segue mais uma indicação gentil:

Natália Rezende

Um ser amor. Acredita em contos de fadas e em todos os mundos mágicos do universo das palavras. Das mais certas, mas também possuí incertezas. Um pouco louca. Escreve e sonha.