Para ler e refletir ao som de “Dream” da banda Imagine Dragons

Gritos, palmas, fé, liberdade de expressão, assim inicia-se uma revolução. Sonhamos com um mundo novo, não aquele admirável e absurdo retratado por Aldous Huxley em sua distopia: “Admirável Mundo Novo”. Pelo contrário, um mundo onde pintar-se com todas as cores do arco-íris não é um atentado contra a moda e os bons costumes, onde, aliás, todos os bons costumes serão mortos, enterrados, e restará apenas a honra, a verdade, a fé, a coragem e a bondade.

Queremos um mundo novo, e queremos já! Desejamos por ver as aves voando em liberdade, crianças brincando na rua sem medo da maldade, casais se amando sem sofrerem ferozes atrocidades.

Deve existir algo na água, teorizaram. Cada dia está ficando mais frio. Invocamos de volta o calor das manhãs de domingo na casa dos avós, ansiamos por um guarda roupa que ao invés de nos levar para Nárnia, leve-nos ao mundo onde gostaríamos de viver. Guarda-roupa este, metáfora para o longo caminho que devemos trilhar e símile da grande revolução que precisamos proclamar.

E quanto às feridas e cicatrizes? Elas são parte do processo, entretanto, saibamos que serão como marcas de guerra tatuadas em nossas almas, para nos fazer lembrar de que aconteça o que acontecer é preciso continuar lutando em nome prol daquilo que sonhamos. Idealismo, você diz? Eu discordo. Apenas uma nova era, onde tudo será menos preto no branco e mais colorido no infinito.

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Ygor Phelipe
Um sonhador, um homem de mil faces, de milhares de heterônimos e com uma missão: dar vida aos sonhos por intermédio das palavras. Poeta, romancista e apaixonado por livros, histórias e pelas viagens que elas proporcionam.