Ainda me lembro como se fosse ontem, não foi nenhuma cena clichê, nem um momento poético. Você simplesmente abria o portão para sua prima e uma amiga desconhecida, no caso eu, ainda de pijamas e aquela carinha de quem acabara de acordar, e ao levantar o olhar e dizer sorrindo “entra” nossos olhares se cruzaram.

 Naquele momento pude sentir o famoso ‘frio na barriga’ ou as conhecidas ‘borboletas no estômago’. Eu não sei se devo rotular como amor à primeira vista, mas naquele instante eu sentia que meu coração queria o seu, pelo maior tempo que fosse possível.

 Dali pra frente já não era mais eu quem comandava, o lado racional já não correspondia, o que me movia era a emoção, aquele sentimento forte e novo, aquela vontade incontrolável de querer estar junto… E assim fui me arrastando com o tempo, e convenhamos, um punhado de paciência, em busca da sonhada reciprocidade. E em meio à tanto choro, tanta risada, tantos altos e baixos, tantos defeitos que afastavam e tantas qualidades que nos puxavam de volta um para perto do outro. Dentre tantos “não tô no momento” respondidos com “eu vou te esperar”, dentre tantos “não era pra ser” ou “somos apenas amigos”, começou a aparecer o “já não sinto o mesmo, o sentimento está diminuindo” ou o “passou, vida que segue”. Na verdade, acredito que apenas não era o nosso tempo ainda.

 E aí, de repente, um “estou com saudades” apagou toda a parte ruim que havia passado e me fez voltar àquela nossa primeira cena, primeiro encontro, primeira troca de olhares e relembrou que era com você que eu planejava meu futuro, e então sentindo novamente todos os ‘frios’ e ‘borboletas’, passamos a nos ‘re-conhecermos’, e a cada dia você me prova que desde o primeiro momento meu coração estava certo em te escolher…

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