Eu vou te amar ainda que não esteja com você.

Aprendi com todos os meus filmes, as minhas novelas, os meus livros,  os meus escritos. Aprendi com a Emm que amou o Dex, aprendi com Bond que amou a Vesper, aprendi até mesmo com você que me amou e não amou outras pessoas, me deixou e eu continuo te amando. Baixinho, como um sussurro no ouvido, daqueles que a gente tira lá do pulmão e esconde, pra não incomodar.

As vezes, eu deixo que o amor não seja sinfonia barulhenta, mas deixo como diz o amigo Lulu, uma imensa sinfonia de silêncio e de luz.

É que do meu amor só eu sei. Porque, o nosso amor a gente inventa… inventa igual ao Cazuza. E eu inventei uma paradinha de maturidade própria que me faz bem, saca? Só estou te contando que te amando eu me protejo de amores que me dariam mais trabalho que qualquer outro. Eu me inventei tão solitária e feliz que acreditei nessa conversa. Tenho todos os meus amores, e ao mesmo tempo não tenho ninguém. Essa era a vida que eu quis. O mundo inteiro amar, e só dormir com alguém que faça dos seus braços moradia. Só me cansei de seres albergues.

Não, não te peço uma volta, rapidinha. Nem teu beijo quero mais. Só quero esse amor aqui. É meu. E me aproxima da menina mais honesta que eu fui. Com você, mas principalmente comigo. Eu era justa contigo. E eu me amarraria ao lado de uma pessoa justa.