Eu já amei em silêncio e sofri a sós.

Mas, quem nunca?!

É como corroer-se por dentro, perder-se de si mesma.

Tudo pelo medo de demonstrar o sentimento.

‘Não se pode confundir amor com amizade’. ‘A pessoa ama outro alguém’. ‘Jamais serei correspondida’. ‘É um amor proibido’. A gente fica criando desculpas pra nós mesmo… E o coração vai se amiudando, apertando…

Aquele taquicardia quando vê, conversa, observa a distância, fantasias sendo criadas em nossas mentes… Mas o amor solitário ali guardado. E a sensação que vai morrendo por dentro…

Assim, parece que nem o amor e nem o sofrimento vai passar.

E a gente se frustra com a nossa covardia.

A pessoa vive a vida dela, namora, ama, se vai…

E depois de muito tempo (e lágrimas), a gente percebe que o amor deve ser demonstrado, vivido, compartilhado. Que se privar por medo não permite que as possibilidades sejam reais.

E então a gente consegue se amar e amar espalhando amor. E assim, quando o amor vier, a gente aprende a vivê-lo e compartilhá-lo. E se for embora, a gente já não lamenta, e aproveita o momento.

Wanessa Rocha

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Wanessa Rocha

Apaixonada por poesia, cores, sabores, lugares, sorrisos, livros, fotografia, músicas, família, amigos, natureza... Uma pequena andarilha errante de alma transparente e eterna aprendiz com a vida!