Já sabem que eu gosto muito de Anavitória, né? Então leia ao som de…

Acho esta música tão bonita. Percebo que é bom quando a gente descobre e se permite descansar, se perdoar das imperfeições e entender defeitos alheios. Eu tô na estrada e partir de algum lugar, já é chegar em outro. E que seja ao menos florido o percurso mesmo que com espinhos.

Por isso, quero te perdoar. Quero colocar você na caixinha das bonitas lembranças da minha vida. Quero descansar da ideia fixa de julgamentos de como eu “precisei” de você, da sua presença física, emocional, mental. E isso tudo numa distância que se fez entre nós, muito mais do que medidas quilométricas.

Quero descansar do peso, já que carrego comigo, aqui neste peito calejado de memórias doidas e doídas, uma imensa lista contendo os meus erros em nossa relação. E de que foi devido a eles, que levei certa medida tóxica para o meio dela.

Só eu sei o quanto me culpo por ter sido abusiva contigo. E eu só quero me desprender da culpa de te fazer ir embora, cada dia mais e mais. E quero seguir um vidinha sem repetir coisas que dá vergonha de ter feito, saca? Contigo, comigo e conosco.

Eu sinto muito. E quero te perdoar por eu não ter sido o grande amor da sua vida. Quero me perdoar por implorar e mendigar tantos amores. Quero esquecer essa dor latejante de esperar voltas irreais e certos contas de fadas nos dias atuais.

E para nos perdoar, eu não vou fugir de nada . Mas, eu sinto muito. E desisto de minar meu peito de culpas, pois não posso mais fazer isso comigo.

E se eu tô me afastando é pelo cansaço. Por toda a ansiedade que me causava ter que fazer de um tudo para ficar do seu lado. Você não é mais meu velho alvo. Você não é mais minha dor a tiracolo favorita. Mas, eu sinto muito.

Natália Rezende

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Natália Rezende

Um ser amor. Acredita em contos de fadas e em todos os mundos mágicos do universo das palavras. Das mais certas, mas também possuí incertezas. Um pouco louca. Escreve e sonha.