A gente que tá quase nos trinta já passou por todas as fases clichês do amor. Ao menos a maioria de nós. Das mais eufóricas, até as repletas de aspectos adolescentizinhos “babacas” que com certeza já fomos. Egocêntricos e donos da verdade que nunca assumimos não saber. Só que a gente nunca tá pronto pra este universo maluco que é um relacionamento. Nunca sabe o que vai sentir. E pouco tem controle sobre isso.

Mas a gente tem fé. A gente ainda torce pelos amores estampados estilo Bruna e Neymar “BRUMAR”, porque de certa forma a gente também tá torcendo para um dia estampar o nosso. Nem precisa ser com tanto glamour instagraniano das timelines, mas um amor que a gente tenha coragem de estampar no peito e para todas as pessoas que merecem saber da nossa intimidade.

E é aqui que a gente constata, sem vergonha alguma, que a gente tá carente mesmo. Que  cansou de ser só. Que deseja alguém que queira dividir a vida conosco. Que aceite os dias de pagode com os amigos e litrão baratinho dividido. A gente tá doido pra ouvir bêbado “Evidências”, encostar as testas e dizer: “Porra, que bom que você tá aqui.” E louco pra sentir tesão por beijos nos olhos e na testa de novo.

A gente quer gritar que ama e ver o “eu te amo” voltar a ter sentido e significado. Porque quando os meus beijos se tornaram juras de amor e não estatística da juventude, eu descobri um rumo certo para quem devia doá-los.  Aprendi nas vírgulas e reticências da existência, que amor é mais do que os dedos desta jornalistinha-escritorinha-humaninha pode descrever. Mas o que eu sinto, que é o amor a forma palpável da certeza, que o Universo tá cuidando da gente.

Deixe Sua Opinião Ela é Importante Para Nós

SHARE
Previous articleTrês passos para a liberdade
Next articleCity of Stars
Natália Rezende
Um ser amor. Acredita em contos de fadas e em todos os mundos mágicos do universo das palavras. Das mais certas, mas também possuí incertezas. Um pouco louca. Escreve e sonha.