Eu dei uma trégua ao silêncio.

Deixei ele pousar aqui no meu peito, se instalar por um tempo e não dizer nada.

Eu me entreguei!

Ao trabalho com total frenesi, aos livros, a boa música, as cores, ao chocolate e ao vinho suave.

Um pouco pra ocupar a mente, e permitir que o silêncio nada falasse.

Eu me ausentei!

Dos serviços domésticos, das questões estéticas, das leituras de revistas e dos jornais da TV aberta.

Não, não foi por relaxo.

Era repouso e um pouco de esculacho.

Eu abdiquei!

Dos amigos *menos amigos*, dos parentes, de eventos, das compras, das novelas, das músicas bregas, da hipocrisia e de uma visão parcial.

Chega de males NÃO necessários.

E eu repensei!

Decisões, atitudes, palavras (ditas ou não), conceitos, regras e limites.

Não chorei, já havia secado o tempo.

Não reclamei, já havia sacado o momento.

E vou deixando fluir o sentimento, vou deixando o silêncio ficar; hora me odeio, hora me adoro e vou me perdoando quando acho necessário.

Pareço estranha, mas são só pensamento que se encontram.

E de resto esta como sempre foi.

Tenho sapatos azuis, esmalte roxo e cabelos vermelhos.

E é assim que vou seguindo meu caminho.

Ao silencio: que fique aqui e não diga nada!

Ao destino: que siga, que se faça!

Ao amor: que seja, permaneça!

Ao futuro: que pretenda, aconteça!

E de resto, deixo que apenas seja..

Mariah Alcântara

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Mariah Alcântara

Mariah, escritora, sonhadora e apaixonada pela vida. Escrevo desde os 15 anos, comecei com devoção por poesia e depois crônicas e contos (minha paixão). Faço parte de alguns projetos literários importantes, entre eles a Roda de escritores (que hoje tem outro perfil de trabalho) e Escritores da Era do Compartilhamento. Acredito que o sucesso vem com trabalho, e trabalho com amor gera sucesso.