Dias atrás, estava em uma apresentação de seminário na faculdade dando uma de engraçadinha (como sempre). Falei de forma cômica, sobre quem não sonhou em namorar um ícone da música. No meu pobre caso, sonhava em ser a eleita do Di Ferreiro, ou do Leandro do KLB. É que a Sandy ensinou, que o cara tinha que ser perfeito!

É! Caí do cavalo! E, é bem provável, que você também…

Vivemos na sociedade do estereótipo, da padronização e da construção do gosto. Na qual, buscamos evidenciar essas equações errôneas e cansativas, dos discursos prontos a serem vendidos, e que a maioria das pessoas compram a custo altíssimo. São equações e discursos, que nos dizem que uma pessoa bonita é apenas usável, pois são sem caráter; e pessoas não tanto atrativas, mas de lindas personalidades . Taxam as fofas de ingênuas, e as intragáveis de insensíveis. Também de as interessantes, mas que não possuem ambição. Ou as ambiciosas, mas sem um adjetivo que lhes agradam.

Essas equações subordinadas me cansam. Se baseiam nos discursos ensaiados e camufladores de ego. Perde-se o encanto das conversações. Dos aprendizados. Nos obrigam, o tempo todo, a conhecer e desconhecer pessoas . Evidencia a queda dos velhos clichês, quando aprendemos que a beleza não põe mesmo a mesa . Que não há amor que resista aos impulsos do tesão. Que desejos interferem nos sentimentos. Que há pessoas que não são perceptíveis aos olhos, mas se tornam gritantes aos ouvidos.

Sendo assim, vamos nos convencendo que formas velhas não abrigam ideias novas. Que quando nos aproximamos de pessoas claras e objetivas sem algum medo, na imersão do respeito, estamos construindo relações prazerosas. E aprendemos, que a certeza do amor não está definida na intelectualidade (termo de merda), de um casal, e nos seus diplomas pendurados na parede, mas na vontade sincera de elogiar as particularidades do outro, e receber em troca aquele lindo sorriso de canto.

Talvez, estejamos tão mergulhados em preconceitos e discussões filosóficas, que estamos deixando de vivenciar a bonita filosofia da alma que nos presta tempo e respeito.

Precisamos respeitar os alheios contextos sociais, sem dar protagonismo as condições aceitas e impostas. Convencer-se, de uma vez, que a outra parte mesmo  em seu não “finismo”, pode sim acrescentar empiricamente . E que uma relação gostosa não se condiciona. Sobrevive de encaixes inexoráveis. De um jeitinho, em que compreendemos que não é pecado deixar que a diacronia modifique a sincronia dos planos traçados.

De uma forma simples,  estou cada vez mais convencida, que o amor é a soma das edificações construídas ao seu tempo, por mãos que se desejam juntas.

Para Recordar!

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