Antes de qualquer coisa: me desculpa por ter feito um caos nesses últimos meses. Se eu pudesse controlar, não estaria ocupando prateleiras da sua vida agora. Sei que pareço a pessoa mais dramática do mundo – talvez eu seja-, mas é com uma enorme dose de sinceridade que lhe digo todas essas coisas.

Não sei dizer como, mas me tornei aquilo que nunca me agradou: reclamo de tudo, dificulto coisas que são fáceis e afasto pessoas que se aproximam. Minha vida se tornou essa bagunça por minha culpa. Vai saber em que curva dobrei errado.

A gente tem falado demais e entendido bem pouco os sinais. Queremos sempre explicar, nos posicionar e rebater tudo. As coisas não precisam ser assim e você não precisa tentar acompanhar o meu ritmo. Está tudo bem.

Mas é que eu não vi quando você se alastrou pela minha vida e me tirou do controle de tudo. Não vi quando seu cheiro ficou impregnado na minha alma e a sua voz acabou se tornando o meu som favorito do mundo todo. Logo eu, que não sei amar, me vi querendo amar você.

Dizem que o amor é para todos, mas eu sei que amar é para poucos.

Estou curando ferimentos que ainda nem existem e caindo com empurrões que a vida ainda não me deu. Estou tentando colar algo que ainda não quebrou e chorando por algo que ainda não se foi. Carrego um cansaço por sempre cansar de tudo, mas não quero me cansar de você.

Eu poderia criar todas as dificuldades do mundo para te afastar, assim, sem luta e insistência. Mas não. Quando digo que você é diferente, eu estou sendo sincera. É uma teórica bem complicada, porque parece que sempre te esperei. E isso me assusta.

Logo eu, que não sei amar, quero aprender a amar você.