Loira, seus cabelos macios e lisos que escorrem sobre sua pele clara, loiros como a luz do sol que brilha em seu olhar.

Seus lábios macios, aveludados encontraram os meus, fazendo-me sorrir. Até hoje escrevo como uma promessa que fiz, para ter a certeza de que não foi apenas bom.

Loira da pele clara, mais uma vez eu digo que sua boca macia eu quero beijar. Loira difícil de lidar tem um cheiro gostoso, mas um medo cabuloso de fugir, de renegar aquilo de melhor que posso lhe dar.

Não estou apaixonado, muito menos gosto de você, loira. Essa querência que insiste em vê-la é a saudade invadindo um espaço que jamais a permiti tomar conta. Loira, se você soubesse… Ainda tenho a certeza de que o nosso abraço foi reconfortante, fazendo-nos, mais um pouco, ter aquele momento. Juro que a saudade é do abraço e do beijo que novamente quero provar.

Espera! Mas agora é tarde para você decidir que realmente quer.

É hora de dizer adeus e aceitar que passou. Olha só o que o orgulho fez, olha só no que o medo transformou algo que seria a saída das nossas decepções. É hora de aceitar que perdemos.

Ficará apenas aqui pelas palavras escritas em todos os textos que busquei recordar na memória o que vivemos.

Levarei comigo a saudade e a felicidade que a sua companhia me ofereceu.

Loira, a sua beleza eu não sei como vou lembrar se nem seu rosto consigo mais imaginar.

Loira, como no meu coração você vai ficar, se nunca comigo você esteve?

Raphael Naciff Carneiro, pela Memória Póstuma da Saudade no terceiro dia de Novembro.

Raphael Naciff

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Raphael Naciff

O que nos separa é a coragem de escrever. Revelar o que escrevemos no papel vai além de descobrir os segredos da nossa memória. Raphael Naciff Carneiro em Memórias Alucinantes de um espírito qualquer.