Ele é mais que todas as mensagens de “bom-dia” ou “boa noite” que ainda fazem meu celular apitar. É mais que elogios do tipo “você é linda”, quando ainda nem conhecem o lado de dentro. É mais que os abraços desconcertantes que tentam me abrigar. Ele é aquela ligação no meio da noite que dura duas horas. É aquela frase sussurrada no meio de um abraço que não te aperta, mas te prende: você é única. É o calor que começa com as borboletas no estômago e termina na puxada de cabelo e na bagunça dos lençóis. Não há nada forçado, sabe? Toda vez que eu acho que não é mais possível, ele vem e me mostra que pode ser mais um pouco.

Não vou ser hipócrita e dizer que posso encontrar isso em qualquer pessoa. Por que eu não posso.

Não enquanto nossas mãos se conhecerem e nossos pés saberem como se encontrar, mesmo que só nossos sussurros sejam a bússola no escuro do quarto. Assim, não há frio, falta de química, não há desculpa. Somos mais nós. Porque ele é aquela sensação de reconhecimento que eu busquei em todos os outros e não encontrei. Eu sabia que não seriam suficientes. Sabia que nenhum outro entenderia meus medos, incertezas ou isolamentos. Nenhum outro faria minhas pernas tremerem ou meu coração descompassar. Ninguém mais me encontraria há tantos quilômetros de distância. Ninguém seria minha casa. Não enquanto meu corpo e pensamento pertencerem a você.

E acredite em mim, acabar com isso levaria uma vida.

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Hanna Martinelli
"Há duas coisas que você precisa saber sobre mim: Sou colecionadora de sonhos e escrevo sobre tudo. Ás vezes, até sobre o nada."