Observem no horizonte os traços que presenteiam os olhos. Talvez, não saibamos nada sobre a fineza da simplicidade. Mas é que tem tempo que nos angustiamos com os sonhos que perecem por não notarmos em detalhes que insistem em se esconder em cubinhos de açúcar da felicidade, que gentilmente alguns estranhos nos oferecem enquanto percorremos nossos rios de amargor, nos mais singelos gestos cotidianos que fazem uma enorme diferença e acabam adocicando as vielas da vida.

E essa simplicidade doce, que esconde a felicidade nas coisas, é ela que a torna a vida algo tão singular, que sem pretensão alguma vem e permeia nosso existir. Desde quando tiramos os calçados e sentimos o chão, a grama, ou resolvemos passear pela cidade de bike, ou até a pé. Traçamos novos caminhos, avistamos outras imagens e lugares. Sentamos no parque e não mais nos sentimos sós. Esbarramos com mais tantas pessoas e estórias (e sensacionais, por assim dizer!). Percebemos que somos então, um grãozinho tão minúsculo numa imensidão de gente. E sentindo esse frescor de um cotidiano simples, lembremo-nos de uma música do Pato Fu: “Quanto mais simplicidade, melhor o nascer do dia!”.

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E as canções singelas que formam tantas alegrias? São os versos soltos ditos pelos poetas que embriagam nossa alma de poesia.  E assim, ter em si um raio sincero de felicidade, como já diz Marcelo Jeneci: “felicidade é só questão de ser”. Complementamos dizendo que felicidade também está na beleza oculta nos detalhes, no infinito das coisas despercebidas. Tudo é partícula, cuja dimensão unitária é desprezível, mas que organizadas formam tudo que existe. Desde o fio de cabelo até as galáxias nos céus. O ínfimo, o insignificante, aquilo que a maioria despreza, carrega em si o segredo do universo.

E em seu universo desconexo, já parou para agradecer pelo ar que está respirando ou pela vida que ainda é exalada de seu ser?  O ser tão sublime paradoxo do esplêndido e do singelo. O ser da poética da individualidade e de mentes extraordinárias e tão vastas, mas também da simplicidade de um olhar e do abraço de despedida de um filho. Um ser capaz da solidão que se apreende. Mas ser também do café dividido no fim da tarde, que espera admiração. Ser que se aquieta numa rotina chata, mas que também se rebela com a normalidade.

E talvez, o grande segredo da felicidade seja mesmo essa tal de simplicidade. Já que muitos de nós passamos anos e anos buscando sempre ter mais bens materiais, ter mais conforto e mais riquezas, e claro isso sem hipocrisia até nos faz felizes, mas tudo isso é pequeno demais diante da grandeza de um momento simples. Seja feito do sorriso inocente do seu filho no chão da sala, ao do abanar alegre do rabo do cãozinho de estimação, ou uma brisa leve em um dia quente, ou até mesmo apreciar uma noite de lua cheia ao som do silêncio. A felicidade nunca exigiu de nós grandes coisas e conquistas, ela requer coisas simples, mas que sejam sinceras e que sejam do coração, porque no final, é somente isso que importa!    

Editorial GdA

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