Uma aliança no dedo não é sinal de fidelidade. Outro dia, fiquei observando algumas pessoas com enormes adornos de ouro e prata em suas mãos. Olhares perdidos, corações gelados. Estariam se lembrando daqueles a quem prometeram seus corações?

Parei para pensar e indagar sobre os símbolos usados por nossa sociedade, meros lembretes de posse, como marcas em um rebanho que representam o direito de um indivíduo sobre um determinado bem.

Precisamos lembrar que o verdadeiro amor não precisa ser mostrado, e sim sentido e demonstrado.

É necessário que acima de qualquer convenção social não tenhamos que precisar de um lembrete em nossas mãos para nos recordar de que devemos fidelidade e respeito à outra pessoa.

Porque, no final das contas, o maior de todos os lembretes deve estar livre e flutuando dentro de nossos corações.

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Ygor Phelipe
Um sonhador, um homem de mil faces, de milhares de heterônimos e com uma missão: dar vida aos sonhos por intermédio das palavras. Poeta, romancista e apaixonado por livros, histórias e pelas viagens que elas proporcionam.

3 COMMENTS

  1. Amor é sentimento, mas na maior parte, creio que ele esteja mais voltado para atitudes. Atitudes demonstram se amamos verdadeiramente. Essas “meras formalidades”, alianças, noivados, casamentos… nada disso tem sentido, se não houver o compromisso de ser e permanecer fiel, de não romper a confiança, de agir em prol um do outro, indo além das palavras. Amar é estar livre, mas preferir se enlaçar a outro e se deixar viver com ele e compartilhar momentos (felizes e tristes), mesmo tendo milhões de outras alternativas. Parabéns Hygor, adoro seus textos!