Leia ao som de:

A aurora chegou e eu nem fechei os olhos. O drive lembrou o que eu quero esquecer. Fotos de um passado feliz? Acho que não. A mulher daquelas fotos estava apenas justificando os motivos. Até pensei que você não tinha coração. E fechando os olhos, muito quis acreditar que o seu “eu frio”, era alguma forma de proteger a sua inocência.

Está no script: alguém perde o interesse e vai embora e o outro fica na lama. Oh, Deus! Que por escolha do destino esse alguém não fosse eu. Mas quanto mais você me machuca, menos eu choro. E a cada vez que você me deixa falando sozinha, mais rápido secam-se minhas lágrimas. Você não vai me ver chorar mais de jeito nenhum.

Você deve pensar que sou uma estúpida. Você deve pensar que eu sou uma tola. Você deve pensar que sou nova nisso. Não sinta pena do meu sofrimento. Porque querido, eu já vi isso tudo antes. Ah, e como já vivi. E andando em meio as luzes das lanternas dos carros, morro dentro de mim. Mas eu vou voltar a proteger a minha alma. Comecei a te limpar e isso é meio perigoso.

E mesmo que você signifique tanto para mim…. Ouça, eu não te quero perto. Porque toda vez que eu me abro, dói. E a distância vai aumentar, demoli a ponte. Só não quero ficar perto de você.

Eu sei que você está pensando que eu não tenho coração. Eu sei que você está pensando que eu sou fria. Mas eu estou apenas protegendo minha inocência. Me tornei boa até demais em despedidas. E a cada segundo que sinto você indo embora, menos eu te amo. Meu bem, não temos chance, é triste, mas é a verdade.

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Natália Rezende
Um ser amor. Acredita em contos de fadas e em todos os mundos mágicos do universo das palavras. Das mais certas, mas também possuí incertezas. Um pouco louca. Escreve e sonha.