São as suas curvas tão desconexas que tornam esse seu volume trabalhado na barriga o meu travesseiro mais amável. É o seu olhar que pouco diz e que me imerge em caramelos transbordáveis de ternura quando pisca e fecha os olhos e ao fazê-lo demonstra o seu sentir por mim. É a sua presença que chega, faz e me enlouquece. E essa sua verdade em riso e brincadeira é um jeito único de me ensinar a viver feliz.

É a sua forma de me envolver obrigatoriamente nos seus segredos, atendendo os meus apelos, aguentando os meus ciúmes e aceitando os meus defeitos. É a sua forma de ser silêncio e esconderijo. De ser veneno e antídoto. De ser meu aluno e meu professor. E o jeito de discutir sem deixar vestígios de que tá muito errado, e a forma de mudar de assunto quando se tem tudo a perder.

É a sua forma de quebrar o meu barulho interior quando a minha boca nem se move. É o jeito que dança embriagado e aceita o meu mundo bagunçado e envolto por desejar respeitar tudo. É a maneira que muda, troca o disco, vira a página e deita fazendo jus ao cuidado e tirando o frio que tava ali. E como faz ficar tudo bem depois de um tornado ter passado em mim. Faz reforma, muda a minha rima e roupa, colore os meus sentidos, me dá a mão e me leva ao som de Pearl Jam e divos mil, para uma outra dimensão.

É eu quero a imensidão dos meus delírios fazendo frase em teu umbigo. E que a minha língua dance no seu passo, que faça festa no céu da sua boca e que a sua roupa goste mais do chão daqui pra frente e sempre. Quero o desejo ecoando noite adentro num ritmo que composição nenhuma tem. Quero sua boca desenhando os meus segredos. Quero o arrepiar da nossa pele. Quero erupção na nossa cama. Só quero a paz de te ver cansado.

 E se não te faço verso peco sob o céu que há sobre mim. Quero eternizar a multidão dos meus suspiros e delírios numa tatuagem que o tempo não danifica… Fica como ela? Se eterniza em mim.

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