Meus quatro detestáveis “I’S” iniciam as palavras incoerente, inconstante, insegura e infeliz. E isso não cabe no meu riso, nas minhas atitudes, no meu jeito de ver o mundo, de amar a minha liberdade e respeitar as alheias liberdades.
E ei, o que houve de errado comigo? Dizem que quando nos aproximamos muito de alguém, não evidenciamos os defeitos alheios e sim os nossos. Acredito nessa máxima. E ser babaca todo mundo pode, né? Ao menos uma vez na vida! Gastei toda a minha cota de uma vez, eu acho.
E evidenciar ciúmes nunca foi o meu forte e por mais incrível que pareça, toda a minha transparência absurda um dia já foi silenciada, por mim. Me calei diante de atitudes e isso morria em mim. Morria porque eu não aceitava que me vissem como uma pessoa imperfeita. Eu era uma boneca de porcelana. A namorada perfeita. Eu queria o meu escuro, o meu caos, me refazer sozinha, ao invés de refazer as minhas relações, e de sentar e colocar as coisas no lugar, como elas deveriam ser. E nisso, não sei se exatamente por dizer sempre que tava “tudo bem”, ou porque as pessoas foram ruins mesmo, eu tenho uma coleção de chifres e frustrações para administrar.
Não digo que mudei. Apenas sinto que penso diferente e que tento agir diferente. Mas me assusto quando percebo que estou incoerente com o que sei que é o certo. Que oscilo na minha inconstância de venerar uma maturidade alcançada. Quando me visto de insegurança e não consigo frear os meus pensamentos de derrota e de fracasso. São minhas feridas que se abrem sem que eu peça. Impeça. Sem que eu saiba como passar por cima delas com os meus velhos discursos de guerra.
Então, ai me vejo infeliz. Como nunca me deixo ser. Não ser uma pessoa perfeita, a namorada ideal, a filha sem erros, a estagiária mais foda, a amiga que dá atenção e que sabe sobre tudo, ou uma escritora bem sucedida me machuca. E onde foi que eu me fiz perfeição, faz favor? E eu grito por dentro que isso é uma bobagem. Uma afronta à minha racionalidade. É o meu vespeiro. O meu calcanhar de Aquiles. Que é só uma bad e que vou superar. Que vou dar conta sem precisar pedir help, ou SOS para os amigos. Mas a dor só aumenta quando isso afeta as minhas relações. As profundas e as que ainda estão na corda bamba dos inícios.
Compreende o que eu estou falando? Eu sou humana. Eu cometo erros. Eu falo e faço babaquices o tempo todo. Eu sofro. Faço sofrer. Sou ciumenta, inconstante, incoerente e insegura sim. Em muita coisa. Eu tenho negatividades das quais eu me envergonho. É foda. Tô tentando lidar da melhor maneira possível com isso. Mas eu não aceito ser infeliz. Estar, tudo bem, agora, ser INFELIZ, jamais. Tá ouvindo mundo? Então, me ajuda e não desiste de mim?

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