Você vai se mantendo distante. Não manda mais mensagens. Não pergunta se estou bem.

Não me ligou no meu aniversário, nem uma pequenina felicitação mandou. Não me pergunta mais como vai aquela minha velha dor nas costas. Muito menos quer saber como anda o meu curso, se consegui passar naquela matéria fodida.

Não me pergunta se cheguei bem. Se já almocei ou jantei. Não me liga mais pra sacanear o meu time que sempre insiste em ir pra série B.

Não briga mais comigo por eu xingar tanto ou por estar sempre bebendo, ou por dar mais atenção aos meus amigos do que pra você.

Não insiste mais para que eu estude e fica jogando na minha cara que meu futuro só depende disso. Por isso, acho que não sou mais a sua notificação preferida.

Confesso que sinto a sua falta. Das horas e horas que passávamos falando ao telefone. Chego a ficar assustado de como sempre tínhamos tanto assunto e tantas histórias pra contar.

Confesso que sinto falta da gente dublando as falas dos personagens da nossa série favorita. Nem chegamos a termina-la, e não conseguir assisti-la sozinho, sem você.

Confesso que ainda durmo da lado da parede, com a porta do quarto aberta e numa posição de “mini-conchinha”, na esperança que você chegue no meio da noite, beijando os meus cabelos e dormindo ao meu lado numa posição que só nós sabemos descrever.

Mas assim como você se foi… eu agora também preciso ir, para aprender e me apreender de volta. Preciso me refazer longe de você.

Deixe Sua Opinião Ela é Importante Para Nós

SHARE
Previous articleSintomas de uma paixão
Next articleVítima do corpo negro
Pedro Livio Xavier
Estudante de Direito, palmense sobrevivente, apaixonado por séries e pela cerveja Heineken. Tem o péssimo hábito de competir com ele mesmo o tempo que leva para chegar aos lugares, pra ver se ultrapassa seus recordes. admirador pela simplicidade da natureza, pois acredita que a positividade da vida se encontra nessas pequenas coisas. No meio disso se perde entre a folha de word e sua mente bagunçada.