Para começar, o nosso papo sobre imediatismo eu quero confessar que sofro de ansiedade. E justamente por isso, eu evito um monte de coisa que agravaria a minha situação.

Quando eu tinha uns nove anos eu inventei na minha cabeça o enredo dos meus “felizes pra sempre”. Todos os capítulos de uma vida que certamente hoje eu me deixaria infeliz. Acordada eu escrevi mil textos que a minha doce mãe rasgou no outro dia. E isso, meu caro leitor, é só uma das inúmeras vezes que me vi enfrentando as malignas frustrações, por querer desenhar e viver no futuro.

Ainda hoje, acordo de madrugada e pronto. Parece que a vida se desenvolve na minha cabeça. O TCC, o casório, vou ser tia, matéria pra entregar no dia 25 de Janeiro de 2019. E ainda estou de férias. Começo a me cobrar de tudo tenho que dar conta, dos textos que preciso desenvolver, das redes sociais que preciso alimentar, responder todas as mensagens que os leitores enviam. E se eu não respondo? Eu sou uma ingrata que quer só gente que me siga, e com isso, aumentar a minha popularidade.

A verdade é que eu não sou imediata. Meus amigos sabem e até me zoam por eu demorar duas semanas para responder uma mensagem. É que as redes sociais, o meu trabalho e os estudos, tudo o que há fora de mim, não ditam mais o meu ritmo como gostariam. Claro que eu não sou a super heroína da vez, e fujo dos seus mecanismos. Trabalho com isso o dia todo. Mas, os evito sempre que possível. Sabe saúde mental? Pois é, ando tentando priorizar a minha. E isso inclui o excluir, o deletar e o bloquear tudo o que me afeta.

E é por isso, que eu não uso o Messenger, somente para contatos profissionais, ou quando algum familiar distante manda um oi. Já exclui todo o tipo de dominação do WhatsApp. Como disse, eu já crio histórias demais e não preciso ficar paranoica com traços azuis, e com a última visualização. Nas redes sociais me incluo no típico comportamento de postou e saiu… e talvez por não ligar muito pra nada que tá bombando no momento, eu ando conseguindo me desprender do ON e sendo fiel ao que ando vivendo no OFF.

Eu não quero likes, nem responder 200 comentários, ou caras me paquerando. E nem tô afim que compram os meus livros e sigam o blog, se isso vier com a cobrança de respostas imediatas e que eu sou a ideia perfeita de artista. Me abstive de querer vender o projeto “amorzinho de ser humano”. Porque eu vim no mundo pra frustrar minhas expectativas, vejam lá as suas.

Sou uma menina-mulher meio chata, mas tem gente que insiste em me amar. E ainda escrevo umas coisas legais por aqui. E se quiser ler fique a vontade. Pois, como sempre digo: Sou escritora e não blogueira.

Escuta e sente a letra: