Quando me lembro dos caminhos que a minha vida me deu, meu corpo admite que, apesar das dores sentidas, a poesia esteve nas mãos, foram tantas as vezes que até deu tempo de vê-la feito areia fina que escorre entre os dedos.

Se foram amores, amigos, certezas, destinos.

Dos olhos levo os olhares, dos corpos carrego o calor dos abraços, dos lábios trago os sorrisos que iluminam meu mundo, das vozes carrego as promessas sutis, os carinhos verbalizados e as juras de amor.

Mundo meu, mundo eu… vezes tão frio e sombrio que me perco na névoa do meu existir. Há quem passe e jamais volte, há quem volte, há que siga, há quem nem passe.

Essa vida não tem roteiro, não tem direção, é de trilhos imensos e intensos que se dividem entre tantos outros e a gente segue. De vez em quando a gente cansa, estanca. Apanha mais um punhado de vida, de poesia e continua. Mesmo quando escorre, ela existe e isso basta.

Incertezas, saudades, amores, desamores e um pouco de alegria.

Se a vida é mesmo um trem desgovernado, que sejamos a certeza da maestria.

Nossa divisão, meu amor, está em ser poeta e em ser poesia!

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Mariah Alcântara
Mariah, escritora, sonhadora e apaixonada pela vida. Escrevo desde os 15 anos, comecei com devoção por poesia e depois crônicas e contos (minha paixão). Faço parte de alguns projetos literários importantes, entre eles a Roda de escritores (que hoje tem outro perfil de trabalho) e Escritores da Era do Compartilhamento. Acredito que o sucesso vem com trabalho, e trabalho com amor gera sucesso.

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