E sentado em um lugar qualquer, procurava alguém para desabafar.
Para falar tudo, tudo o que queria. E, de repente, encontro.
No meio daquele desabafo, de repetir novamente algo que já está bem na cara e que sinto de verdade, meu consciente vem me perguntar:”Por que você ainda está assim? Por que você simplesmente não a esquece?”
Respondo que ainda ando meio triste e calado, pois ainda minha mente está perturbada e meus olhos às vezes se apertam para conter as lágrimas, quando as lembranças vêm.
E que não é só simplesmente dizer em esquecer, que se esquece. Que também não quero esquecer de nada! De todas as gargalhadas e dos ótimos e melhores momentos com ela. E mesmo que doa todo esse sentimento, esse amor, do que nunca sentir. Quero guardar!
Guardar, não para continuar sofrendo, mas sim para saber que senti algo diferente algum dia.
Então, volto a desabafar. Só que em poucos minutos, começo a “voar” em meus pensamentos. Que todos aqueles desejos de poder sentir aquele cheiro leve, de ficar ao lado dela, de tocar os meus lábios nos delas. Aquela boca pequena. E nesse beijo suave, não ficar pensando em nada. E a abraçar forte. Tudo isso quando quisesse.
Foram escritos em um papel e cortado em pequenos pedaços pelo destino que não queria que acontecesse.
E volto à “realidade” e me sinto leve, pois disse tudo ou quase tudo o que queria. Desabafei!

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Emanoel Filipe
Escrevo eu mesmo. Escrevo o que penso, e sinto. Exponho em um simples papel, todos os meus sentimentos e confusões!