O tempo passa corriqueiro e esse deve ser o meu milésimo texto sobre o amor. Não faz mal! Pegue uma xícara de café, ou de cappuccino (com leite de soja é uma delícia, já experimentou?). Pegue seu suco detox, sua cerveja, ou seu copinho de leite e entre. Beba alguma coisa … Vamos conversar?

Já somos adultos e estamos cansados das coisas que gritamos por aí no passado. Se antes classificávamos tudo como vulcões, agora, embora sejamos eletricidades, gostamos de ser uma calmaria. Gostamos dos amores calmos, dos que instalam-se em segurança pela nossa bagunça organizada, que só vamos arrumar na próxima segunda.

É sexta e ela já deixou de ser sinônimo de saia de borracha e salto quinze. Agora, apertamos o play. O charme da Netflix e uma estante de livros nos parece mais convidativos que quaisquer embalos de um sábado à noite.

Queremos o sexo seguro e casual mesmo buscando as novidades para levar para a cama. Trocamos a aventura pela facilidade. Queremos conforto. O nosso corpo começa a pedir a maternidade/paternidade e a sociedade começa a apontar o nosso relógio. E o nosso tempo fica pequeno junto com os nossos sonhos reais.

E vamos ficando informados sobre o mundo e desconectados do nosso interior. Queremos domingos preguiçosos e acabamos levando o trabalho para casa. Onde está a nossa criança interior? Ficou trancafiada em algum beco mágico da alma.

A gente só quer, na maioria dos dias, lembrar que é capaz de se apaixonar todos os dias. De saber que domingo é o dia internacional da preguiça. Que sexo é melhor quando a alma também goza. Estamos necessitados de chegar aos 50 anos e sentir um lindo frio na barriga quando lhe dizem palavras bonitas. Estamos necessitados de colorir os nossos sonhos. De colocar um vestido justo e sair para dançar. E que apesar da nossa intelectualidade é saudável se sentir leve e vivo.

Não abandone as suas paixões. Não se esqueça das maestrias do amor. E, por favor, viva e não morra aos 25 anos. A maioria das pessoas apenas existe. Viva tudo o que quer viver.