Estava angustiada. De verdade? Tem coisa mais triste do que de repente se ver no meio de sujeiras e mentiras? O que até então eram verdades. As pessoas camuflam as coisas ou é a gente que vive colorindo de verde toda uma história?
Sabe, a gente cansa da nossa insistente mania de preservar bondade e ingenuidade. Confesso que já quis não ser assim. E daí? Não estou aqui pra desenhar-me de verdade? Será que eu sou de verdade?
Eu não quero ser uma pessoa má. Eu quero ser bondade. Mesmo com um mundo inteiro de falcatruas ao meu redor. Quero poder dizer aos meus futuros filhos que eu fiz tudo pra continuar no certo. Que mesmo com a insistência alheia de nos fazer mal eu quis me manter na parcela que faz o bem.
A gente ganha tão pouco. É verdade! Mas sabe, nesses dias tenebrosos que insistem surgir eu descubro que a família é aquele lugarzinho especial de descanso. Que amigos são sempre luzinhas reluzentes no fim do túnel. Que amor é o que me move. E que eu não posso ter a vida dos sonhos, mas na minha simplicidade tenho sonhos reais.
Nessas horas onde a desesperança deseja reinar em meio a tantos corações, eu me sinto no papel fundamental de juntar a minha dor, e me levantar mesmo que em prantos derramados, e fazer dela a minha arte. Daqui a pouco a gente vai estar sorrindo gente. Se abraçando e cantando… que o novo sempre.
Ebenézer! .”Porque até aqui o Senhor tem nos sustentado”.

 

Natália Rezende

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Natália Rezende

Um ser amor. Acredita em contos de fadas e em todos os mundos mágicos do universo das palavras. Das mais certas, mas também possuí incertezas. Um pouco louca. Escreve e sonha.