Eu poderia ser tudo perto de você, você tinha o controle da minha metamorfose, mas nunca me fez sentir leve.
No entanto, eu estou leve, agora. Eu estou muito além disso, eu estou em paz. Eu estou tranquila. Não estou nem triste e nem feliz. Eu estou esperando o que tiver que vir. Eu estou mais infiltrada no mundo, aceitando as condições que a vida dá.
Talvez, nós não somos mesmo para ser. Mas, talvez, tivemos a sorte de nos encontrar, em uma vida tão cheia de rostos e sentimentos, em tão curto prazo.
Me deu um estalo agora, quem sabe seja isso: Nós somos tão rasos para um amor tão grande, tão montanhoso que… talvez, a melhor coisa que devamos fazer é dar um tempo. Um tempo para nós sermos mais compostos, para ter uma forma mais elaborada. Um tempo para entender nosso amor e passá-lo fielmente, sem manchas de ciúmes, insegurança ou lágrimas. Só o amor propriamente dito. Imagino que devamos criar mais encargos, mais raízes, mais verdades para poder usufruir desse amor tão legítimo, ousado e sem forma. Talvez, meu amor, nós sejamos pouco, ainda, para esse sentimento tão arrebatador. E isso o tempo vai dar um jeito. O tempo, o vento e a maré.

 

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Beatriz Cabral
Sentimentos manuscritos. Sentir e escrever. 20 anos, Rio de Janeiro - RJ