Crônicas

O tom do meu hiato

É poético e embaraçoso. E como sempre musical.

Eu não vejo a hora do dia amanhecer Pra sentir o cheiro que vem de você Atravessei um oceano inteiro Refiz meu cabelo Agora beijo devagar e vou descendo até chegar na parte mais gostosa que dá qual é o gosto da lágrima na língua .”

Um lance de cá e outro de lá. Um tiro no escuro. Uma parada no tempo. Um pedido de socorro. Um hiato de despedida de uma velha casca que já não é abrigo mais.

E Catherine é sábia, e sabia que tudo lhe trouxe até aqui. No espelho e no peito algumas marcas. Um pouco de sujeira e bagunça. Um pouco de cicatriz e bagunça. Mas, inerte ela se via e refletida e reflexiva se visitava.

A tal Cathe era um diamante lapidado por dentro. E pela dureza dos dias que se seguiram, as suas belezas eram sucumbidas à pouquíssimas outras composições de seres.

Ela já não pertencia às multidões. Ela era dela. E de quem quisera que fosse.

Natália Rezende

Um ser amor. Acredita em contos de fadas e em todos os mundos mágicos do universo das palavras. Das mais certas, mas também possuí incertezas. Um pouco louca. Escreve e sonha.