Oi!

Faz um tempinho que eu digito uma paráfrase do “oi, sumido”. Apago. Digito. Relembro teu afago. Reescrevo. Ah! É só por comodidade. Para evitar más interpretações. E acabo não te enviando mensagem alguma por aqui.

Só te evito. Já que o seu olhar tem sido sinônimo de recaída. Encaro-te encarando o mundo e te deixo ir. Pois, tu tens um jeito tão bonito de encarar as coisas. De abrir o peito, o sorriso e compartilhar as suas manias que festejam as minhas idas. E me faço responsável. Te largo a esmo para ser a teimosia de outro alguém.

Não tenho tempo pra te atestar meus desejos. Mas, ei! Eles pulsam. Oxi! Se eu não queria que tirasse minha vestimenta colorida, despisse minha timidez e que deixasse minhas pernas trêmulas? Porque têm sexo casual e têm o que a gente faz.

E me engano fingindo entender que tu gostas de fingir que presta atenção ao que digo. Que teu cabelo cacheado faz rima com seu signo: Sagitário. E que tu és muito a liberdade vestida de calça jeans e calçada de All Star preto.

Troco fácil às telas feias, frias e digitais por tua companhia, que vai além de likes e elogios cuspidos. “O cara te chamou de linda?”. Tu perguntas sarcasticamente, com a mão envolta em minha cintura. Eu te beijo a boca e respondo, devolvendo suas sutis ironias que me ganham. Digo-te que reviro os olhos aos adjetivos jogados no vento, sempre pesando para me contarem novidades.

Mas no tardar da noite, me presenteia com a visão do seu jeito frio de perfil, fumando um cigarro na minha varanda? Já te olho deitada daqui, e vejo-te como aqueles caras arrogantes dos filmes hollywoodianos. E ei, menino… te acho tão sexy sendo assim.

Volta pra minha cama? Tá frio.

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Natália Rezende
Um ser amor. Acredita em contos de fadas e em todos os mundos mágicos do universo das palavras. Das mais certas, mas também possuí incertezas. Um pouco louca. Escreve e sonha.