Dos meus defeitos tão perfeitos (ouvi isso numa música e achei TÃO LINDO), talvez seja este o mais gritante: ter opinião. Provavelmente, você que lê assiduamente os meus textos já saiba disso. Mas, estou aqui às duas da madrugada pensando na vida, e meus pensamentos geralmente viram textos… e cá estou eu digitando.

Não é fácil ter opinião para tudo. Mas confesso que desde muito cedo a vida foi me moldando assim. Meu vício pela leitura é um dos fatores dessa parcela da minha personalidade. Lembro-me que, certa vez, quando eu tinha nove anos de idade, tive uma rápida discussão com alguns membros da escola dominical da igreja que eu e minha família frequentávamos, a partir daquele dia. Sim! No primeiro dia que eu fui à igreja e já cuspi minha opinião.

Meus colegas de igreja brigavam “por nada” dentro da igreja, e para mim aquilo era o cúmulo! Tratei de falar o que achava, e os dois trataram de calar a boca. E minha irmã coitada, não sabia onde enfiava a cara, e me mandava calar a boca. E eu, sem pensar nas consequências, se iam me “amar”, ou me “odiar”para sempre, falei que eles não estavam se comportando como deveriam e pronto acabou.

Eu cresci como uma amiga me diz: meio marrenta! Acho que ainda possuo um pouco daquela menina topetuda dentro de mim. Só que agora, eu pondero muito antes de sair por aí defendendo inverdades, com aparências de verdades. Aprendi, pelas ladeiras dessa minha amada vida, que verdades não são absolutas. Que às vezes, perco meu tempo lutando por uma mentira. E depois fico com cara de menina boba, que correu atrás do vento. Simplesmente, sei que quando se luta por uma verdade, flores de aprendizado nascem pelo caminho. Basta colhê-los.

E sei que gritar por aí uma opinião é legal. Mas guardar, e deixar amadurecer dentro de si é melhor. Pois querendo ou não, tem sempre um arquivo pronto para quando for solicitado. E tão honrada me sinto, quando vejo alguém vindo me perguntar minha opinião sobre algum assunto da vida. Seja de apenas comprar um livro, até um assunto que deve ser tratado cautelosamente. Essas coisas me fazem!

Por isso não me privo de viver a vida. E não me privo de procurar nos meus arquivos do passado, as resposta para o que me tornei no hoje: uma mulher composta de opiniões não solidificadas.

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Natália Rezende
Um ser amor. Acredita em contos de fadas e em todos os mundos mágicos do universo das palavras. Das mais certas, mas também possuí incertezas. Um pouco louca. Escreve e sonha.