Eu sei que essa minha frase soa como uma atitude egoísta. Mas, por incrível que pareça, não é.
Acho lindo o esforço genuíno alheio de querer nos ajudar com todo o nosso turbilhão que enfrentamos diariamente. Afinal, são tantos os problemas. Desde escolher que roupa usar no sábado à noite, até suportar aquele colega que julgamos fofoqueiro, no trabalho. Somos feitos de crises superadas e vencidas. Somos filmes completos com novas versões a serem lançadas. Somos cronologias ambulantes.
 Ficava olhando-o se desvencilhar das coisas que eu nunca disse, mas que o meu olhar delatava facilmente. Ele sempre teve um pouco de mágico de OZ, sabemos… talvez o Homem de lata sem coração. Mas se fosse feito de ferro acho que o desenharia como o Iron Man, já que o Homem de Ferro sempre foi o meu herói -homem sarcástico favorito. E olha que nem fiz ligação que os dois precisavam de melhorias no coração. Talvez eu só tenha quedas por ironias masculinas. E Robert Downey Jr. sempre foi o meu irônico favorito. E quem me conhece bem já sabe que eu não lido bem com ironias, mas para ele abro uma exceção com diversas regalias no pacote.
 É, confesso, muito difícil lidar com ironias. E voltando para o meu desenho -filme, eu não sou a Pepper (aquela gata apaixonada pelo homem de ferro). Eu não daria conta do sarcasmo do Tony Stark. Nem do dele. Eu não lido bem com o jeito dele de ver o mundo. E sou bem “grandezinha” o suficiente para entender que ele não precisava ser mudado, e sim amado.  Talvez essa era a maior beleza do amor que senti: ter o amado, apesar daquilo que ele era, ou daquilo que ele estava sendo.
Cortando esse papo de amor, confesso que achei o máximo ganhar cafuné e carinho na minha cabeça enquanto eu chorava, para variar, naquela semana que já se passou. Ei! Isso não é amor? Insistiu tanto em ser, sabemos. Mas não era para se falar de amor neste texto. Era só uma analogia do Tony Stark com o Homem de lata, poxa!
 O que eu sei é que eu me resolvi sempre só, e ele, desconfio, que fez o mesmo. A gente se pôs no lugar. E deu lugar para ambos. Fomos sempre abrigos e amigos. Mais amigos do que abrigos. Mas isso só a gente precisava saber. E nunca vamos entender o porquê dos nossos ataques de egoísmos e orgulhos e de todas as bobagens que separam os casais. Mas adorei ver ele se esforçando para me solucionar, enquanto meu esforço era para entendê-lo. Talvez, com toda certeza do mundo, aliás, a grandeza das relações esteja justamente nisto: saber ceder. O Tony e a Pepper sabiam disso bem, não é? E o homem de lata? Eu não sei! Nunca assisti ao final do filme mesmo!

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