Quando olho, hoje, para a menina pequena, que ficou lá atrás. A menina sorridente no tempo em que vivi, eu me orgulho dela. E com os olhos marejados, ela se orgulha de mim!

Vendo os filhos crescidos, já em tempo de irem na vida, me orgulho das crianças passadas, assim como dos homens de agora. Ainda conservados, em coração de mãe, como pequenos.

E quem disse que crianças são fáceis?

Gritam, choram, esperneiam, tiram o sono, o juízo e o dinheiro. Tiram o senso. E em troca trazem carinho, alegria, sorrisos intermináveis e um tanto de lições a serem aprendidas.

Crianças gritam, rabiscam paredes e fazem perguntas impossíveis de responder. Mas a gente se vira, revira aqui e acolá e vai dando um jeito até sem querer. Já dizia o poeta: “Filhos, pra que tê-los?”. Ao que respondia: “Se não tê-los, como sabe-los?”.

E para todas as questões sobre crianças, essas que acordam no meio do noite, não sabem usar o banheiro sozinhas, morrem de medo com filme de terror e querem ver as novelas mexicanas, só posso  dizer: Viva e deixa-as viver!

Mariah Alcântara

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Mariah Alcântara

Mariah, escritora, sonhadora e apaixonada pela vida. Escrevo desde os 15 anos, comecei com devoção por poesia e depois crônicas e contos (minha paixão). Faço parte de alguns projetos literários importantes, entre eles a Roda de escritores (que hoje tem outro perfil de trabalho) e Escritores da Era do Compartilhamento. Acredito que o sucesso vem com trabalho, e trabalho com amor gera sucesso.