E já dizia a linda e pequenininha Elis Regina, não quero lhe contar das coisas que aprendi nos livros, mas das coisas que a minha pele sentiu.

 

Eu quero lhe contar, meu amor, da última entrevista em que me saí super bem. Quero delatar-lhe em beijo o meu último suor e desejo. Quero lhe dizer baixinho, ao pé do ouvido, sussurrar palavras repletas dos meus traços femininos que eu deixo serem só seus.

Quero cantar minhas cantigas sem nexo e sem rima ao amanhecer. “Passarinhar”. Quero dormir sua mulher e acordar sua menina. Sozinha.

Quero ser assim, particular, sujeito comum e peito composto de amor, disposto a lhe entregar.

Quero lhe doar o exagero da minha fala, quero lhe dar o turbilhão da minha escrita, quero ser o verso escrito e descrito na tatuagem que eu não fiz, mas que ainda vou fazer…

Você vai ver, ouvir e sentir. Tocar se quiser. Beijar se quiser. Amar do seu jeito torto. Eu me entorto. Não se endireita. Me conserto na sua teima de ser livre como eu.

Lhe conto tintim por tintim. Deixa. Sou poeta e escritora. Mentirosa e dengosa. Borboleta e camaleoa. Frase rica e rima solta. Doce céu e mel na boca. Um cais e inferno. Veneno e antídoto. Silêncio e ruído. Menina de jeitos e mulher de suspiros. Olhares, bocas, pernas, beijos e abraços. Saudáveis cansaços.

Lhe conto das minhas inverdades e uma dessas saudades que insistiu em nascer numa sexta chuvosa. Sente-se! Espere o chocolate quente. Espere. Espere uma versão melhorada de mim. Tenho tanta história nova para contar.

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