Você não sabe a dor que ela sentiu quando você partiu.

Um abraço apertado, um beijo apressado e foi tudo o que ela viu e depois você sumiu.

Ela tentava pensar em outra coisa, mas seu coração parecia estar sendo apunhalado repetidamente.

De seus olhos escorriam lágrimas de saudade, lágrimas de um adeus, que infelizmente não vinha com o mesmo sentindo de um até logo.

Ali, naquele terminal rodoviário foi a primeira grande despedida.

A saudade é uma borboleta que às vezes vem voar em nossos jardins. E assim, se fez.

Aquele espaço vazio no peito.

Aquele sentimento tão denso.

Aquelas lembranças.

Aqueles ponteiros.

O tempo passou. Sua mãe nunca mais retornou. Não como ela gostaria que retornasse. Não como alguém, presente para que pudesse amar.

Mas ela a perdoou por partir. Perdoou simplesmente por se permitir e por não exigir. E foi perdoando, que ela aprendeu a ser feliz.

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Ygor Phelipe
Um sonhador, um homem de mil faces, de milhares de heterônimos e com uma missão: dar vida aos sonhos por intermédio das palavras. Poeta, romancista e apaixonado por livros, histórias e pelas viagens que elas proporcionam.