Hoje me deixei pecar pelo imediatismo e pelo comodismo de fazer o bem em velocidade instantânea. Pensei… Qual o nosso problema com lista de transmissão? Pois, bem! Para contrariar o meu “status” do individualismo, tomei coragem e criei uma. Fiz uma mensagem simples de boa semana. Me rendeu uma chuva de esperança e saudade.

Leia ao som de…

Não fazia isso desde que as pessoas começaram a criticar tias e tios, pelas suas “mensagens carinhosas”. Ao marcar cada pessoa lembrava de sua importância em minha vida. Em como a distância pode se tornar o sinônimo de cansaço de digitar e fazer um click. Poderia ser um contexto único, mas a pressa do dia exige presença, e eu sei que se fazer-se ser uma boa lembrança, também é sinal de importância.

Poxa, vivemos na sociedade do movimento, portanto os nossos relacionamentos estão em movimento. E nessa complexidade parece que tudo chega ao fim, enquanto a nossa timeline que segue vendendo uma vida feliz, não se finda.

Mas já pensou que a escassez de diálogo e a falta de profundidade também podem vir de você, que sempre está se protegendo de tentar? Eu sei que tocar na ferida dói, mas não me convenço das esperas de sábado a noite, como diz Lulu, ao menos não mais. Quero as desculpas poéticas das mensagens na segunda.

E isso não é indireta. Isso é reflexão. Tem um monte de gente que quero bem, e quero muito que saibam disso. E não é só sobre carência e de insuficiência de inteligência emocional, mas Pelo contrário, acaba sendo a construção disso. De saber que a gente não precisa encaixar nossas verdades, apenas dentro de verdades alheias. Mas ter coragem, de tentar construir contextos diferentes. Já que o amor, afeto, amizade e singularidades da vida só fazemos tentando.

E você pode ser bom nisso. Uns vão chamar de ser trouxa. Eu chamo de coragem. Ou, só de gente inteligente mesmo. Porque afetar as pessoas com o bem que há em nós é uma certeza de um bem maior lá na frente. E o remetente sempre surpreende com bonitas respostas ao coração.

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Natália Rezende
Um ser amor. Acredita em contos de fadas e em todos os mundos mágicos do universo das palavras. Das mais certas, mas também possuí incertezas. Um pouco louca. Escreve e sonha.