Cartas

A saudade que não queria ter

Oi mãezinha, como estão as coisas por aí?

Bom, espero que esteja tudo bem. Confesso que as coisas por aqui não andam nada fáceis, sinto sua falta a todo instante, sigo vivendo, mas dentro de mim há um vazio que ninguém consegue preencher.

Tudo que eu faço me lembra a senhora,  sabe as suas músicas prediletas? Pois é, se tornaram as minhas favoritas. Sinto falta da sua comida, do teu cheiro… do abraço mais aconchegante do mundo, abraço que acalmava a alma e me fazia ter a certeza de que ali eu estava protegida.

Ah mamãe, quantas noites passo em claro, soluçando, chorando e pedindo a Deus forças para que sem ti eu possa seguir. Sei que não quer me vê chorando, mas eu juro mamãe que estou tentando ser forte, assim como sempre te vi. Que saudade daquele sorriso que alegrava qualquer dia entristecedor, aquela paz que brotava da sua alma… Sigo vivendo de lembranças, carregando no peito muita saudade e amor!

Costumo me questionar, o porque das pessoas especiais partirem tão cedo… porém não obtenho respostas, mas o que me conforta é saber que aí onde a senhora está, não há maldade, não há dor que te faça chorar.

Daqui à pouco tempo me formo, e aquele diploma será mérito nosso, sentirei sua presença comigo, assim como sinto em todos os dias da minha vida!

Vejo filho respondendo mãe, filho desobedecendo a mãe… Ah se eles soubessem o quanto dói perder uma mãe, aproveitariam cada segundo, iriam amar e respeitar a todo instante.
Vivo na certeza de que um dia ficaremos juntas, e que toda essa dor misturada com saudade, passará… e eu te amarei, assim como sempre fiz.
Te amo Mãezinha! ❤

Liza Bianca

• Somos instantes.

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